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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Aventura na Austrália


Raquel era uma rapariga muito divertida, e muito teimosa, mas ao mesmo tempo, muito querida.
Certo dia, enquanto jantava com os seus pais, ela teve uma ideia:
-Pai, mãe acabei de ter uma grande ideia para as nossas férias! Vamos fazer uma viagem de cruzeiro!-exclamou Raquel.
-Os pais ficaram espantados, mas também já não viajavam há tanto tempo, que acharam óptima a ideia da filha.
-Vamos juntar dinheiro, e quando acabar a escola, vamos os três de férias- disse o pai.
-Passados dois meses, foram de viagem, todos estavam ansiosos e felizes.
No barco, enquanto a Raquel observava o mar, viu passar um rapaz pelo qual ficou encantada. Conheceram-se e fizeram amizade. O rapaz também era português e chamava-se Rodrigo.
Quando chegaram à Austrália, Raquel e o seu amigo ficaram admirados com tudo o que viram. Era um país lindo.Pediram autorização aos pais para darem um passeio por perto.E lá foram eles, mas enquanto passeavam apareceram uns ladrões que estavam a fugir da polícia, e com a pressa chocaram contra eles, e nem se aperceberam que tinham deixado cair o mapa de um tesouro.
Raquel e Rodrigo apanharam o mapa do chão e foram para o barco.
Quando chegaram ao barco, mostraram o mapa aos seus pais, mas estes não "ligaram" e preferiram ficar no barco, pois o navio ficaria quinze dias na Austrália.
Então, Raquel e Rodrigo encheram as mochilas com mantimentos, algumas peças de roupa e dinheiro que os pais lhes tinham dado, e decidiram partir para a aventura, sem avisar ninguém.
Esta aventura demorou vários dias, e os seus pais estavam muito preocupados, por não saberem onde estavam os seus filhos.
Apanharam calor, frio e até chuva, mas nunca desistiram de procurar o tesouro. Após cinco dias de contínua busca.Finalmente, encontraram o tesouro. A arca continha um grande e valioso diamante, e ambos ficaram muito contentes com a descoberta. Depois de terem passado aqueles dias juntos, tinham-se apaixonado.
Regressaram ao barco,mostraram o diamante aos pais e estes ficaram felizes, não tanto pelo tesouro, mas sim pelos seus filhos, pois estavam sãos e salvos.
Venderam o diamante e ficaram ricos. Raquel e Rodrigo acabaram os seus estudos, e tornaram-se pessoas importantes, e a chama do seu amor continuava acesa. Eles lembravam-se sempre que tudo tinha começado com uma grande aventura na Austrália.

Liliana (aluna do 8º1)

O Apara-lápis


Era uma vez, um apara-lápis que andava muito triste, pois os seu dono agora escrevia com um lápis de minas e já não o usava, deixava-o sozinho num canto do estojo.Passavam os dias, e ele sentia-se cada vez mais só.
Certo dia, sem o seu dono dar por isso, o apara-lápis foi falar com o lápis de minas e perguntou-lhe:
-Podes ajudar-me?
-Sim, o que queres?
-Queria que deixasses de funcionar?
-Deixar de funcionar? Mas porquê?
-Porque quero que o meu dono me use!
-Desculpa, ainda não tinha percebido isso.
-Não faz mal! Podes fazer isso por mim?- perguntou o apara-lápis.
-Claro!-exclamou o lápis de minas.
No dia seguinte, quando o seu dono foi buscar o lápis de minas, este não tinha pontas. Pediu minas a todos os colegas da sala, mas ninguém tinha. Decidiu então, pegar num lápis de pau e afiá-lo. O apara-lápis ficou muito contente e foi agradecer ao lápis de minas.
-Não tens de quê -afirmou o lápis de minas.
-Desculpa, agora não tens ninguém que te use.
-Tenho!-exclamou o lápis de minas.
-Quem?- perguntou o apara-lápis.
-A amiga do meu ex-dono. Ela sempre quis ter um lápis de minas e o teu dono ofereceu-lhe o seu lápis de minas. Que sou eu! Ela comprou minas e agora vai usar-me todos os dias.
-Ah por isso é que já não te vi no estojo. E estás aqui na mesa da Ana.Fico contente por ti. Adeus!
-Adeus!
E lá ficou o lápis de minas feliz com a sua dona nova, e o apara-lápis voltou para o estojo do seu dono.

Mariana Raquel (aluna do 6º2)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A Caixa Mágica


A minha avó vivia num casarão muito antigo, numa aldeia muito afastada do "mundo".
Certo dia, fui lá visitá-la, mas ela tinha ido ao médico.Eu não me importei, e fiquei sozinha no casararão, à espera que a minha avó chegasse.
Depois de algum tempo sem fazer nada, fui até ao sótão, ver se tinha lá alguma coisa com que me pudesse entreter. O sótão estava cheio de teias de aranhas e de coisas antigas. De tanto mexer e remexer, encontrei uma caixa vazia e lebrei-me de uma lenda que a minha avó me contava quando era criança, sobre uma caixa velha, que estáva vazia no sótão. Essa lenda dizia que se nós a tocássemos, ela levaria-nos para um "mundo" novo. Foi o que fiz, toquei-a, e de repente, estava a descer por um túnel cheio de cores brilhantes, parecia um arco-íris.
Passados alguns segundos, caí numa coisa muito fofinha, quando olhei era um gato enorme. Ao princípio asustei-me, mas depois percebi que ele era inofensivo e divertido. Levou-me a sítios maravilhosos, parecia que estava num sonho. Vi carros a voar, edifícios com mais de um Km., uma cidade rodeada de TGV, paisagens lindíssimas, todas coloridas, cidades subterrâneas, parques de diversões enormes, para visitá-los do princípio ao fim, tinhamos de lá passar mais de um mês.As pessoas andavam pelo ar, os livros voavam, e as coisas vinham até nós quando as chamávamos. Eu estava de boca aberta e quase sem palavras, pois nunca tinha visto nada parecido. Era tudo incrível e magnífico! Perguntei ao gato o que era aquilo tudo, e ele respondeu-me que era o "mundo" do futuro. Ele também disse que a minha avó, já lá tinha estado.Mas fez-me prometer que nunca contaria nada sobre o que tinha visto. Só poderia falar acerca da lenda da "caixa mágica" aos meus filhos, mas sem nunca revelar o que continha a caixa.
Quando regressei ao sótão, fui logo a correr à cozinha, para ver se a minha avó já tinha chegado. Quando entrei na cozinha, ela sorriu-me, como se soubesse o que tinha acontecido. Eu não disse nada, e fiz tudo o que o gato me pedira. Falei sobre a lenda aos meus filhos, e eles contaram-na aos meus netos. E foi assim que a lenda da "caixa mágica" passou de geração em geração.

Ana (aluna do 8º1)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Amigos

Vocês são únicos
Repelem a mágoa e a dor.
Obrigada pela atenção
E todo o vosso amor!

Amigos assim valem ouro!
São aqueles de verdade.
Amigos assim são raros
São aqueles que deixam saudade!

Os momentos que passámos
Coisas para nunca esquecer.
Vocês são mais do que tudo
Nunca vos quero perder!

Eu só quero que saibam
Se o destino nos separar
no meu coração
terão sempre um lugar!

C. Pestana (aluna do 9º2)

sábado, 13 de junho de 2009

Quadras e uma sextilha

No céu a brilhar
Vejo o teu olhar
Fico a pensar
Respirando o puro ar.

O mar é lindo
como uma flor.
Quando olho para ele
vejo o teu amor.

Rochas e areia
Pedras e mar
Estamos numa praia
com muitas gaivotas a voar.

Olhando para o mar
Lembro-me de ti
E fico a pensar
Porque te perdi.

Era uma vez
uma professora de Francês
que tinha um gato inglês
que falava Português.

Leonardo leopardo,
veloz e feroz.
Quando dorme não morde
E quando acorda só come.

Eu gosto muito do meu amigo
porque ele está sempre comigo.
Nâo há ninguém como ele
pois está sempre presente.
E quer queira, quer não
está sempre no meu coração.

(alguns alunos do 6º2)

sábado, 6 de junho de 2009

Ilusão

Certo dia, estava sentada nuns bancos ao pé de uma praia, só pensava em ti. Tinha suadades do teu rosto, do teu toque. Parecia que me tinha perdido no tempo...
Apercebi-me que estava a chover, fiquei parada a ver as outras pessoas a se abrigarem da chuva. Olhava para todos os lados, estava completamente sozinha. Aquela chuva a percorrer todo o meu corpo, por uns instantes não acreditara no que tinha visto... Quando te vi, estavas à minha procura. Vieste ao meu encontro e eu fui ao teu. Cheguei ao pé de ti a a primeira coisa que fiz foi abraçar-te... Já me tinha esquecido que podias não querer que te abraçasse. Mas quando dei por mim, estavas a retribuir o meu abraço. Ficámos assim, muitos minutos sem falar um com o outro. A chuva não parava, ficámos todos molhados, quando por fim olhei para ti, os teus olhos tinham-me hipnotizado. A maneira como sorrias para mim fez-me ficar aliviada. Fizeste-me esquecer todos os meus problemas, fizeste-me acreditar na vida!
Levaste-me para um sítio onde nunca tinha ido. Deste-me a tua mão e sentei-me junto a ti. Abriste a tua mochila, tiras-te um casaco e deste-mo.Estavas preocupado comigo, a tua cabeça estava frente à minha, quando os meus lábios foram ao encontro dos teus... Momentos inesquecíveis que não passaram de uma ilusão, de um grande sentimento,que nunca mais voltaria a acontecer.

Joana
(aluna do 8º1)

O Verdadeiro Eu...

Não me considero a mais bonita nem a mais feia... Todos os dias, quando acordo, penso em ser diferente, mas por vezes, acabo por ser a mesma. Prefiro o meu cabelo solto. Gosto mais do sol e as estrelas do que da lua. Enfin, nem tudo faz sentido! Por vezes, procuramos a perfeição, mas nem sempre a encontramos. A vida da voltas e voltas e aceitá-las é a melhor solução. A vida é só uma, há que aproveitá-la como ela é, e sem reclamações. Erros? Imensos, é com eles que aprendemos a viver. Sonhamos, rimos e até choramos, mas há que superar as dificuldades com coragem. Este é o verdadeiro sentido da vida!

E.F
(aluna do 8º3)

Uma Profissão Digna de Mim

Uma decisão muito importante que todos os adolescentes devem tomar, é aquela que está relacionada com a escolha da futura profissão.
Eu próprio ainda não sei o que quero ser no futuro.
Sou uma pessoa que gosta de ensinar, mas não gosto de crianças e adoro mortos. Gostava de me sentir alguém importante,poderoso e admirado na alta sociedade. Também sou curioso, adoro a vida animal, nomeadamente aqueles animais que vivem no oceano. Gosto muito de viajar, gostaria de conhecer as mais célebres personalidades a nível mundial.Adoraria ter experiências inacreditáveis, como por exemplo, fazer paraquedismo,viver aventuras nos Himalaias, mergulhar nos lugares mais profundos do Oceano Pacífico, e muito mais...
Vêem como é difícil escolher uma profissão, tantas coisas boas e más. Finalmente, cheguei à conclusão de que gostaria de ser professor, biólogo, cientista ou médico legista. Enfim, não sei se vou conseguir estudar tanto para concretizar estes sonhos, porque afinal de contas, eu sou muito preguiçoso.

Hélder B.
(aluno do 8º3)

Um Rato Treinador


Certo dia, um rato chamado Oudini, que passara toda a sua vida a observar jogadores principiantes, de badminton,decidiu tornar-se treinador dessa modalidade desportiva.
Sonhava, um dia, ser como eles. "Mas como?"- pensava ele.
-Sou um rato, como posso jogar badminton com uma raqueta que é muito maior do que eu, e muito pesada. Além disso, todos os outros jogadores têm mais força do que eu-pensou ele.
Ele tinha passado toda a sua vida a ver jogadores e torneios de badminton,logo sabia muitas tácticas de jogo.
Certo dia, decidiu criar uma aliança com um menino chamado Tiago, e durante alguns anos ensinou-lhe todo o que sabia. Ao longo desses anos, Tiago treinou arduamente e conseguiu concretizar o seu sonho. Chegou ao "Open da Coreia" e ficou apurado para os jogos olímpicos.Tiago chegou à final, mas como estava a sentir dificuldades, pediu ajuda a Oudini. Oudini limitou-se a dizer: "Thiou". "Thiou" é uma táctica antiga usada por Li Chong Wei, antiga lenda do badminton que consiste em baixar o jogo ao máximo e atacar arriscadamente para as linhas do campo.Esta é a técnica do tudo ou nada.
No estádio de Pequim, o público estava ao rubro porque todos pensavam que Tiago não ia conseguir passar a primeira eliminatória. O primeiro set foi ganho por Lin Dan, Tiago ganhou o segundo e o terceiro set, estava 19-20 a favor do Tiago.
Tiago optou então, por servir curto, mas de uma maneira rápida. Inesperadamente, Lin Dan cometeu um erro muito grave. Tiago aproveitou esse erro, saltou alto e rematou muito forte à linha esquerda. Lin Dan correu bastante, esticou-se, mas não conseguiu chegar lá. Esse erro custou-lhe o jogo e a Taça, pois Tiago conquistou outro ponto, e dessa forma ganhou o jogo para espanto de todos e para grande orgulho de Oudini.
Assim, acabaram os jogos Olímpicos de Pequim.

TiFiAnCa
(aluno do 6º2)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mundo de Cores

Acho que não há nada melhor para expressar o que sentimos do que o papel e o lápis.
Sempre soube que uma vida sem esforço,não seria mais vida.Mas há vezes em que parece que todo o nosso esforço é em vão...
Há vezes em que nos sentimos sozinhos, mesmo estando rodeados de pessoas incríveis, capazes de tornar a nossa vida num pequeno mar de sonhos.Raramente, damos o devido valor àquelas pessoas que realmente gostam de nós...Só mesmo quando as perdemos.Porém,quando isso acontece e nos apercebemos o quão eram importantes, já é tarde demais.
O que mais me irrita é que sabemos que as perdemos,mas não somos capazes de fazer nada. Sentamo-nos e de braços nos cruzamos.
Às vezes, a nossa vida tem um tom acizentado.Isso só acontece, normalmente, quando não fazemos nada para melhorá-la...Quando vemos que nada nos corre bem, quando perdemos alguém e quando não queremos saber de mais nada.Mas eu não quis que fosse assim, não quis continuar a ter a minha vida com essa cor acizentada, por isso, peguei em todas as cores que existem, e pintei o meu mundo com elas.
De cor-de-rosa pintei uma grande amizade; a vermelho, todas as coisas boas que tinha; a amarelo, pintei aquelas pessoas que mais me marcaram e que nunca hão de sair do meu coração... De verde, todos os sonhos que ainda irei concretizar; a azul,os que já consegui realizar, e dei um pequeno tom de roxo ao meu coração...
E é assim, agora tenho uma vida colorida e um mundo só meu e partilho-o com as pessoas mais especiais. Deixei o preto de lado, queimei-o e dexei-o no esquecimento. Tento ser outra pessoa, mas por vezes é difícil transformar-me nessa tal pessoa. E acho que vou continuar a ser o que sou. Quem gosta de mim é pelo que sou e quem não gosta...tenho imensa pena,pois nasci para ser eu, e não quem "vocês" querem que eu seja.

Daniela
(aluna do 8º3)

O Teu Olhar

Teu olhar no meu,
era uma estrela que brilhava.
Teu peito no meu,
era um instante que ficava.

Aquilo que eu mais queria,
era voltar a ver-te sorrir.
E ter de volta o teu olhar
sem ter que te pedir.

Micaela

(aluna do 8º1)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O Mundo das Letras


Numa manhã de domingo, a Sara estava a preparar-se para estudar, já tinha tirado os livros, os cadernos e as canetas da pasta, quando ela ouviu:
- Sara! Vem aqui filha, a mãe precisa de ajuda para ir às compras.A Sara, contente porque ia sair em vez de estudar, pegou no casaco e saiu com a mãe.
- Azul,acorda azul!- era uma das canetas da Sara.
- O que se passa, Vermelho? -perguntou a outra caneta.
- A Sara saiu, vamos passear, ver o mundo lá fora, descobrir novas coisas, ver o infinito! Vamos!
-Tu sempre foste muito aventureiro. Ha! ha!, mas eu não! Prefiro estar aqui no estojo, quentinho a fazer uma sonecazinha.- retorquiu o azul.
- Por favor, só por hoje!- pediu o vermelho, fazendo "olhinhos" carinhosos.
- Está bem, pronto, dás-me sempre a volta.
Saltaram da janela e foram em direcção ao nada, em busca de algo diferente.Andaram por todo o lado, falaram com os cavalos, ovelhas, vacas, enfim animais que estavam a pastar por aí.Falaram também com uma linda e simpática borboleta que as levou até às nuvens e foi-se embora.
-Está a ser fantástico, não está?
O Azul fez-lhe um sorriso, como resposta e saltitou de nuvem em nuvem.
-Olha, Vermelho!Está aqui uma porta, grande e dourada. Magnífico!
O Vermelho e o Azul decidiram entrar, empurraram a porta, com muita força, e espreitaram.
Só viam letras, letras maiúsculas a correr de um lado para o outro. Os K's iam com espadas e vestidos de soldados, era assustador, todas as outras letras gritavam. Os K's estavam a aterrorizar e a querer matar todas as letras do abecedário. O Vermelho no meio da confusão quando ia olhar para trás, não encotrou o Azul, voltou a olhar para a frente e lá estava ele! O Azul estava a pintar todos os K's, estava a pintar-lhes os olhos para que eles não pudessem ver nem matar as outras letras.
- Espera eu ajudo!-gritou o Vermelho.
E assim, as duas canetas salvaram o mundo das letras, deixando os K's pintados e presos para serem castigados. As canetas não ouviam outra coisa senão "obrigado".
Sentiam-se orgulhosos e prontos para voltar a casa e contar a sua aventura às outras canetas.

M.M

(aluna do 8º3)

Quadras

Ondas do mar
vão-se deslizando
E no teu olhar
vão brilhando.

Um dia sem ti
não faz sentido
Estás dentro de mim
e bem metido.

Gosto muito de ti
Estás sempre dentro de mim
Sem ti nunca consegui
Mas por fim venci.

És o meu mar
A minha brisa perfumada
Vejo no teu olhar
a minha morada marcada.

O amor é lindo
como uma flor
O amor é triste
quando existe dor.

Quem me dera ser lágrima
para te poder beijar
Quem me dera ser invisível
para te poder abraçar.

Quando olho para o mar
lembro-me de ti
Desse teu olhar
Neste mundo sem fim.


Ana e Mariana

(alunas do 6º2)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Minha Cadela Lassie


A minha cadela Lassie, um Lavrador de três anos, queria fazer as suas necessidades fisiológicas na rua. Eu fui com ela, e vi o meu vizinho, o Sr. Francisco, com um "ar" preocupado. Então perguntei:
-Sr. Francisco, o que é que se passa?
-Roubaram-me a casa, puto!E o meu cão parece que está drogado no chão.
Fomos à casa do Sr. Francisco e até parecia que se tinha mudado de casa. Não havia nada, nem mesmo a um simples calendário.
-Os ladrões devem estar mesmo a precisar de mobília!- exclamei eu.
De repente, ouvimos um latido, era a Lassie que estava ao pé do Milú, o cão do vizinho, e reparamos nos cacos de uma garrafa.
- Parece que usaram enxofre dentro de uma garrafa de Wiskey puro-afirmei.
- Bravo, Tomás pareces mesmo o Sherlock Holmes, o problema é que também roubaram a casa do Manuel com essa mesma técnica.
-Então, a minha casa será a próxima-concluí.
À noite os ladrões foram à minha casa.Fui ao jardim e vi-os quase, a dar o wiskey à minha cadela, que quando me viu começou a ladrar.
-Boa noite,senhores!Não vão beber o wiskey?-perguntei.
-Agora, tu é que vais bebê-lo!- disse um dos ladrões.
A minha cadela, ao ver que os ladrões estavam a me ameaçar, mordeu-os. Os ladrões foram apanhados pela polícia.
No dia seguinte, foi publicada, em todos os jornais, a seguinte notícia: "Rapaz e cadela do Estreito, salvam a freguesia de uma sequência de roubos.".

Tomé
(aluno do 6º2)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Apagado da Memória

Este é o fim
Ambos sabemos
Por mais voltas e reviravoltas
que dê o coração.

Os sentimentos que cresceram
de um olhar inocente e silencioso
As mais bonitas palavras de amor
que ditas foram, sem pensar.
Com um único objectivo,
dois corações magoar.

Exibicionista foste,
ao tentar brincar
com sentimentos intocáveis.
Mas a dor revelou-se
num sopro inseguro.

Jamais pensaria que o tempo
o iria curar
Mas os erros, são lições de vida
Palavras ditas pela boca fora
sem olhar para dentro,
Porém, palavras raivosas
com intenção de magoar

Com o tempo aprende-se...
Pensei que para ti fosse assim
Não, com o tempo apenas planeaste
um novo erro.
Que jamais consegui a apagar da memória.

Parvoíce sem caracterização.
Sentimentos sem discrição
Pois num dia de sol húmido
perdeste um valor que jamais
conseguirás voltar a atingir
Porque para mim, valias um mundo
Hoje não passas de uma cinza
que queimei da minha vida.

Menina Patii

(aluna do 9º2)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Amanhã Virá

Num olhar largo e obscuro
Depois de uma morte inesperada e injusta.
Tudo mudou
Mudaram-se hábitos, pessoas
Mudaram-se sentimentos.

O amor bizarro, que não era verdade
Um mar de sentimentos falsos e inexistentes.
Coisas inesquecíveis, que esquecidas foram
em menos de nada.
Pessoas que não mereciam e castigadas foram.

Tanta obscuridade
tanto mal recriado que voltado a recriar foi.
Suspiros de medo e aflição em momentos de solidão.
Desbafos inconfiáveis, confiados a ninguém sem confiança.

O amanhã virá, será diferente
Um olhar vazio e morto revolucionar-se-á
E irá transformar-se num olhar lutador cheio de força
E vontade de viver e lutar pela sobrevivência.

Num sentimento camuflado pela dor
um coração descoberto, ao relento de um sopro apaixonado.
O que era obscuro, triste e medonho
tornou-se numa luz, reconfortante.

Já no limite do dia,
a alegria e serenidade dão os primeiros sinais
Luz, começa a iluminar, e o que era negro
começa a desaparecer.
O amanhã não tardará, em menos de nada chegará.

Menina Patii

(aluna do 9º2)

Unidos para Sempre

Conhecemo-nos há três anos atrás
Éramos tão pequeninos, tão diferentes
e ao mesmo tempo iguais
7ºano, tempo de conhecer...
Existiram brigas, berros, lágrimas e choro.

Mas não é tudo mau, pois foi assim
que o grupo se formou
Cresceu uma ligação forte
como aquela que liga o filho à mãe.

Férias de Verão, aprendemos
que não só mudámos
como também crescemos com os nossos erros
e as nossas brigas.
Acabou-se o "bem bom" de ir à praia
E os encontros de Verão.

Passou um ano, tudo mudou.
9ºano, fim, pensámos!
Mas apenas é tempo de despedidas e reencontros.
Unidos como nunca, apoiamo-nos mutuamente.

Não diria que fazemos barulho
Apenas, gostamos de nos divertir,
curtimos a vida!
História é fixe? É sim senhor! 9º2 a dançar
a meio do campo, pois a nossa equipa ganhou!
Querem maior alegria?!

Estamos quase nos despedindo
Embora, todos diferentes demo-nos bem.
Pois esta turma tem uma forte relação
Amigos são vida, e esta é grande
parte de nós, que nunca será apagada.
Por mais reviravoltas que dê,
enquanto aqui estiver
nunca vos vou esquecer,
até ao último anoitecer.

Menina Patii

(aluna do 9º2)

"Uma Aventura com o meu Animal de Estimação"


Certa ocasião, num dia solarengo, a minha coelha, ainda não entendi como se passou, saiu da gaiola e entrou em casa.Foi direitinha ao armário, onde tenho os doces, e quando lá cheguei, já os tinha comido todos. Questionei-me acerca de quem seria capaz de tal barbaridade.Quando me apercebi, ela já estava dentro da minha impressora, toda pintada de cores esquisitas.
No dia seguinte, levei-a ao veterinário e ele lavou-a, desparazitou-a e vacinou-a.Regressou a casa e não tardou em voltar a fazer das suas.
Eu estava na varanda a trabalhar no computador e ouvi um "PUFF", debrucei-me e vi-a dentro da piscina. Fui lá, a pensar que se estava a afogar, mas não, estava a nadar, sim a nadar que nem um cão de caça. Quando contei ao resto da família, eles não queriam acreditar.De repente, quando nos virámos, ela estava dentro da caixa da comida da tartaruga. Ficou com o corpo cheio de camarão. Levei-a outra vez ao veterinário, e ele disse que isso não se podia repetir.
A partir desse dia, passámos a pôr um cadeado na gaiola dela. E até hoje, ela nunca mais saiu da sua gaiola.


TiFiAnCa
(aluno do 6º2)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Medo


Sentir medo
faz parte do ser humano,
mas não devemos permitir
que ele se torne uma obsessão.

Por ter medo de arriscar
surgem dúvidas traidoras
que nos fazem perder
com frequência,
o que poderíamos ganhar.

Às vezes, sentimos medo de viver
Medo de perder tudo,
e não arriscamos nada.
É como ter frio e fome
e como companhia a solidão.

Porém, devemos pensar
que mesmo que viver
implique sofrer,
é preferível viver
do que morrer!
Pois o prazer de sentir,
rir, amar e sonhar,
só a vida
nos pode dar!

E quando descobrirmos
o verdadeiro caminho a seguir,
tudo será diferente.

Devemos aprender a "conviver"
com o medo, e sorrir para ele.
Torná-lo alegria,
coragem e força
para vencermos na vida!

Nanda y Maria de Sousa

(O ípsilon foi colocado propositadamente, a pedido da aluna)

(professora e aluna)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Aprende o Significado de Viver

Costuma-se dizer "Vida há só uma, por isso aproveita-a ao máximo". Isto realmente é verdade...mas sei que por vezes, há fases em que a nossa vida parece ser a maior "porcaria" que existe. E pensamos: "Para que nasci? Se neste mundo só estou para sofrer..." Digo isto, e sei que é assim, porque até eu penso dessa forma.
Mas para que pensar assim, se podemos fazê-lo de outro modo?
Há dias em que acordamos e quando olhamos para o vestuário e vemos que aquela roupa que usámos há quatro dias atrás, é a mesma que vamos voltar a usar nesse dia, e o nosso pensamento é: "Outra vez esta? Estou farto(a) disto, só me apetece desaparecer!" Sinceramente, fazemos disso um grande problema... Mas será que alguém me consegue explicar por que razão, o ser humano é tão egoísta? Sim...egoísta! Somos egoístas e incluo-me também, porque enquanto o mundo está a desabar por causa duma maldita roupa e nós fazemos disso uma tragédia. Há gente pelo mundo fora, que nesse preciso momento, está a passar fome! Isso sim é uma tragédia! Agora se o teu pensamento é: Estou farto(a) de tudo, só me apetece morrer! Então, nesse caso morre! Mas antes pensa na pobreza, na crueldade que passam muitas pessoas no mundo inteiro.E no facto de nós, seres humanos, estarmos a acabar com a nossa própria raça. Agora sim! Podes morrer! Porém, acho que já não o vais querer fazer, porque te apercebes de que realmente existem problemas graves, e que os teus não têm ponto de comparação com estes.

Daniela G.

(aluna do 8º3)